Tratamento de Varizes em São Paulo: Quando Tratar, Quais as Técnicas e Como Escolher um Especialista

As varizes atingem uma parcela expressiva da população adulta brasileira, sobretudo mulheres acima dos 40 anos, e ainda carregam um mito perigoso: o de que são apenas uma questão estética. Na prática, varizes são a manifestação visível de um problema circulatório — a insuficiência venosa crônica — que, sem acompanhamento, pode evoluir para inchaço persistente, alterações de pele e, em estágios avançados, úlceras de difícil cicatrização.

Se você mora em São Paulo e pesquisa “tratamento de varizes” com a esperança de entender suas opções antes de marcar uma consulta, este guia explica o que considerar.

O que são varizes, afinal?

Varizes são veias superficiais dilatadas e tortuosas que aparecem quando as válvulas internas responsáveis por direcionar o sangue de volta ao coração param de funcionar corretamente. O sangue passa a refluir e se acumular nas pernas, distendendo a parede venosa. Esse processo é chamado de refluxo venoso, e é ele — não a veia visível em si — o alvo real do tratamento.

Fatores de risco mais comuns

  • Histórico familiar de varizes
  • Gravidez (uma ou mais gestações)
  • Longos períodos em pé ou sentado, comuns em profissões como docência, cirurgia, comércio e trabalho de escritório
  • Sedentarismo e sobrepeso
  • Idade acima de 40 anos

Classificação CEAP: por que o grau da varize importa

Cirurgiões vasculares utilizam a classificação CEAP para padronizar a gravidade da doença venosa, da mais leve à mais avançada:

  • C0–C1: sem varizes visíveis ou apenas vasinhos (telangiectasias)
  • C2: varizes verdadeiras, visíveis e palpáveis
  • C3: edema (inchaço) associado ao refluxo
  • C4: alterações de pele, como escurecimento ou eczema
  • C5–C6: úlcera venosa cicatrizada (C5) ou ativa (C6)

Essa classificação não é burocracia médica: ela define a urgência do tratamento e orienta qual técnica é mais adequada para cada paciente.

Sintomas que merecem avaliação com especialista

Nem toda perna com varizes dói, e nem toda dor na perna é varizes — por isso o diagnóstico clínico, apoiado em ultrassom com Doppler venoso, é indispensável. Ainda assim, alguns sinais costumam levar o paciente ao consultório:

  • Peso e cansaço nas pernas ao final do dia
  • Inchaço que piora com o calor ou longos períodos em pé
  • Câimbras noturnas
  • Coceira ou queimação sobre o trajeto da veia
  • Escurecimento da pele perto dos tornozelos
  • Feridas que não cicatrizam na perna ou tornozelo

Quais são os tratamentos disponíveis hoje

A boa notícia é que a cirurgia aberta tradicional, com internação e cortes extensos, deixou de ser a primeira opção na maioria dos casos. As diretrizes internacionais atuais recomendam tratar a causa do refluxo prioritariamente com técnicas endovenosas, sempre que o paciente for elegível.

Ablação térmica: laser e radiofrequência

Uma fibra fina é introduzida na veia doente sob anestesia local, e a energia térmica sela a parede interna do vaso, redirecionando a circulação para veias saudáveis. É feita em regime ambulatorial, com retorno às atividades em 1 a 2 dias, e é hoje a primeira linha de tratamento para o refluxo troncular segundo as diretrizes internacionais de cirurgia vascular.

Ablação química e mecanoquímica

Técnicas mais recentes, como a cola endovenosa (cianoacrilato) e a ablação mecanoquímica (MOCA), dispensam a anestesia tumescente extensa e reduzem o desconforto pós-procedimento, sendo alternativas para perfis específicos de pacientes.

Escleroterapia

Indicada para vasinhos e veias de calibre médio, consiste na injeção de uma substância (líquida ou em espuma) que fecha o vaso doente. É um procedimento complementar, frequentemente usado após o tratamento da veia tronco principal.

Microflebectomia

Remoção de pequenos segmentos de veias varicosas através de micro incisões, geralmente combinada à ablação térmica no mesmo procedimento.

Qual técnica é a certa para o meu caso?

Não existe uma resposta padrão — a escolha depende do calibre e trajeto da veia, do grau CEAP, de comorbidades e de exames de imagem. É exatamente por isso que a avaliação presencial, com ultrassom Doppler, é a etapa que não pode ser pulada nem substituída por uma consulta online genérica.

Por que buscar um cirurgião vascular e endovascular

O tratamento de varizes está na fronteira entre estética e saúde vascular, e a diferença entre um resultado duradouro e uma recidiva precoce costuma estar no diagnóstico correto do refluxo, não apenas na técnica escolhida. Um cirurgião vascular e endovascular é o profissional habilitado a mapear a circulação venosa com Doppler, indicar a conduta mais adequada — clínica, ambulatorial ou cirúrgica — e acompanhar o pós-operatório, incluindo casos mais complexos como úlceras venosas ativas.

Na Clínica Folino & Gama Vascular, o Dr. Carlos Gama e a Dra. Maria Claudia Folino atendem pacientes com varizes em todos os estágios da classificação CEAP, unindo diagnóstico por imagem e técnicas endovenosas minimamente invasivas em ambiente cirúrgico adequado.

Quando procurar ajuda

Não é preciso esperar a varize doer ou piorar esteticamente para buscar avaliação. Inchaço recorrente, sensação de peso ao final do dia ou histórico familiar de doença venosa já são motivos suficientes para investigar — quanto antes o refluxo é identificado, menores tendem a ser a extensão do tratamento e o tempo de recuperação.

Se você está em São Paulo e convive com sintomas de varizes, agende uma avaliação com o Dr. Carlos Gama ou a Dra. Maria Claudia Folino pelo WhatsApp (11) 94233-6373 e entenda qual técnica se aplica ao seu caso.

Foto de Carlos Gama
Carlos Gama
Folino e Gama Clínica Vascular
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